sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A arena do esporte educacional Segundo Wilson Carlos de Santana – Docente do curso de esporte da UEL (PR) e Doutor em Educação Física – UNICAMP (SP).

A pedagogia do esporte educacional se bem pensada e praticada, além de ensinar bem esporte, trará oportunidades fartas para que a criança retraída verbalize, a egocêntrica coopere, a violenta acolha, a fragilizada se fortaleça, a anônima seja reconhecida, a heterônoma desenvolva autonomia, a mal educada desenvolva polidez, a precipitada reflita. São essas e outras virtudes que estão “ em jogo” numa arena de esporte educacional.
“ O efeito social do esporte educacional valerá sempre mais que a visibilidade de uma marca, ou um título de expressão ou um número de atletas revelados”.
“ O efeito social desse tipo de projeto não é algo fácil de provar. Porque os dados não são mensuráveis, como o peso e altura, o tempo e o deslocamento. Por isso compreendo a dificuldade que se tem de se reconhecer que no esporte atitudes como cooperação, diálogo e generosidade podem ser aprendidas em meio as praticas de futebol, voleibol, handebol e jogos infantis”.
A herança do esporte educacional são as lições de vida que se desencadeiam a partir do contato entre as crianças e entre estas e o professor. Nunca é pouco um pouco mais de humanidade, de sensibilidade, de motivação, de oportunidade de desenvolvimento para nossas crianças.
“ Algumas pessoas tentam invalidar o esporte educacional com seguintes assertivas – de que se trata de uma prática que não se revela atletas, de que as crianças nunca serão suficientemente competitivas para encarar os clubes; de que o projeto não dá retorno de imagem, visibilidade para a marca dos mantenedores; de que as crianças inscritas se decepcionarão quando não se transformarem  em atletas etc.  Tudo isso é cultivado, dito e espalhado, por ignorância, para depreciar o esporte que ali se ensina e a educação que ali se pratica”.

LINHA DE PASSE

ESPORTE E MEMÓRIA
        As reflexões que faço nesta coluna baseiam-se na influência que tenho da “sociologia do esporte”, um campo de estudo da sociologia largamente mencionado nos meios de comunicação.
        Depois de minha família e da sociologia, o futebol é o terceiro assunto de maior destaque em meu vocabulário e o que me dá prazer em prosear com os amigos. Lembro-me dos saudosos tempos em que a comunidade urumajoense se concentrava á beira dos gramados de futebol da bucólica Urumajó pra ver, apreciar, festejar e se emocionar com o clássico local Santa Cruz e Servidores. Era um desfile de bons jogadores, humildes mais brilhantes com toda a dificuldade daquela época. Aqueles atletas conseguiam fazer do esporte um meio de atrair multidões. Infelizmente aqueles tempos não voltam mais. Posso até enumerar alguns jogadores daquela época de ouro do nosso futebol, Preto Santo, Patacão, Colombo, Pelado, Romualdo, Rudinho, Zezinho, Lampião, kassicama, Sururu, Vilomar... goleiros Néris, João, Americano, Toim, Roberto cachimbo, Chico do Araí entre outros que faziam chover e trovejar no campo do santa Cruz na entrada da cidade.
        Era lá que aos domingos fazia-se uma procissão para ver o time do coração jogar, e mais, tudo isso acontecia pela singela paixão por um esporte que entrou em decadência depois que alguns dirigentes pararam de gastar o ultimo tostão que tinham em louvor ao esporte (Barreto, Bibio, Benezinho...), e outros que envelheceram e ainda os que por destino da vida se foram para outro estágio (Cafate, Zezinho Cazuza...). Lembro-me que nesses dias as bandeiras tremulavam, o povo se agitava com cada gol marcado pelo seu time e a galera alucinada festejava a noite inteira a vitória do seu esquadrão do coração. A rivalidade existia, mas nada que o tempo não resolvesse. Após a euforia tudo voltava a normalidade, até um novo encontro com dia e hora marcada e apostas feitas entre os “fanáticos” torcedores dessas agremiações.
       Éramos acostumados a receber equipes do interior do Estado, uma motivação a mais aos atletas e torcedores da nossa paradisíaca cidade. Participávamos do Campeonato bragantino de futebol. Enchíamos caminhões, caçambas, carros particulares e até ambulância só para estar perto de nossos atletas errantes, desbravadores dos empecilhos que lhes acompanhavam (falta de equipamentos, suporte financeiro, patrocínio etc...).
      Hoje os campeonatos perderam o seu brilho, os torcedores silenciaram e os atletas perderam a motivação de representar as equipes locais. Além disso, os dirigentes atuais, os patrocinadores e os incentivadores desistiram de lutar para resgatar a centralidade do futebol em nossa cidade.
      A partir desse relato, faço o seguinte questionamento: o que podemos fazer para mudar essa lamentável situação? Acredito que precisamos de um projeto que realmente trate a prática esportiva como um mecanismo que aproxime a coletividade das representações simbólicas referentes ao esporte. E reconhecer este processo – de representação social – é fundamental para que possamos compreender a sociedade na qual estamos inseridos. Logo devemos revitalizar, concluir a construção da sede da liga municipal de futebol que se arrasta por um longo período sem que alguém se incomode com isso. Começar a pensar em ter o nosso próprio estádio que em meio ao mato, pede socorro as autoridades. Devemos também dar visibilidade as competições locais, criar campanhas para que as pessoas se associem aos seus clubes, num gesto de fidelidade e compromisso com as instituições esportivas. Temos que elencar prioridades para o esporte, planejar ações pertinentes a ele, realizar atividades que tenham significado educativos para os atletas, fazer investimento específico na área do desporto e credibilidade daqueles que promovem o espetáculo esportivo junto aos simpatizantes dessa modalidade. Como diz Helal, o futebol constitui-se num fato social, na medida em que “existe fora das consciências individuais de cada um, mas que se impõe como uma força capaz de penetrar intensamente no cotidiano de nossas vidas influenciando os nossos hábitos e costumes”
       Em suma, necessitamos de pessoas que entendam o esporte como um operador cultural, prestando a ser “um veículo de construção e manutenção de representações de identidades”. Finalizo esta coluna com um fragmento de Carlos Drummond de Andrade, escrito em 1982 e republicado em 2002 na obra “Quando é dia de futebol” e que adaptei para este momento. “João ensaia os primeiros chutes como artilheiro, Antonio deixou de ser confiável ao abandonar o campo nos primeiros minutos do jogo, os fulanos e siclanos pré-relacionados parecem que embolarão o meio campo no afã de ocuparem a mesma área, que não dá para todos“. Afinal, somos urumajoenses e queremos como tal, desfrutar do potencial que temos e com qualidade social.
      Autor José Rubens de Brito Filho, coordenador do “Projeto Fome de Bola” e professor da Rede Pública Municipal e Estadual de Ensino.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PROGRAMAS DO PROJETO FOME DE BOLA

Oficina de Esporte Educativo, Oficinas de Jogos Populares, Política Antidrogas: prevenção, Programa de Extensão Comunitária, Conversa Franca e Oficinas Educativas.

EQUIPE DO PROJETO FOME DE BOLA - AUGUSTO CORRÊA

Posição / Cargo do profissional
Função no projeto
Área de formação
Tipo de vínculo com a instituição
(Efetivo, contratado ou voluntário)
Grau escolar
(fundamental, médio ou superior)
Carga horária Semanal
E
C
V
F
M
S
Prof Atahualpa Francisco e Assis.
Coordenador
Educação Física

X
     40
Prof José Rubens de Brito Filho.
Coordenador
Ciências Sociais
X
X
     20
Prof Edson Carlos Nascimento
Monitor
Cursando nível superior
X
X
     40
Prof Cleidinaldo Navegantes
Monitor
Magistério
X
 
X
     30
Prof Gilberto Cavalcante
Monitor
Cursando nível superior
X
X
     30

RESULTADOS PREVISTO DO PROJETO FOME DE BOLA PARA O PERÍODO DE 2009-2010.

Objetivos específicos
Resultados esperados
Indicadores
Meios de verificação
Capacitar os alunos do projeto nas modalidades ofertadas.
         90%
Interesse em realizar os fundamentos da modalidade, freqüência e motivação.
Treinos específicos à modalidades, Torneios e Intercâmbios.
Incentivar a criança e o adolescente a dá mais valor a Escola.
         85%
Trabalhos escolares e Participação nos Eventos da Escola.
Monitoramento familiar/Monitoramento Escolar.
Diminuir a repetência e a evasão escolar.
         80%
Freqüência, assiduidade e desempenho.
Avaliações Bimestrais.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ESCOLAS PARCEIRAS DO PROJETO

Rosa Athayde
Manoel Sady
Carmem Dilce
Mariano Cândido
Lírios do Vale


Paraíso da Criança 

COORDENADORES DO PROJETO EM AUGUSTO CORRÊA-PÁ

Atahualpa Francisco e Assis.
Coordenador do Projeto - Fone: 88066742 e 81910430
atahualpa@oi.com.br   atahualpaassis@hotmail.com

José Rubens de Brito  Filho
Coordenador do Projeto - Fone: 96399580
www.rufilho@yahoo.com.br

CONTATO

Departamento de Desportos e Lazer.

RENDIMENTO FINAL - MODALIDADE FUTSAL

Monitor: Edson Carlos Nascimento
Modalidade: Futsal
Número de alunos: 50
Alunos Freqüentando: 41
Alunos Transferidos: 01
Alunos Desistentes: 08
Alunos que Não se enquadraram aos critérios do projeto: 04
Alunos que Não se identificaram com a modalidade ofertada: 04
ALUNOS REPROVADOS: 05

RENDIMENTO FINAL - MODALIDADE VOLEIBOL

Monitor: gilberto cavalcante
Modalidade: voleibol
Alunos freqüentando: 48
Alunos desistentes: 02
Aluno que não se enquadrou aos critérios do projeto: 01
Alunos que não se identificou com a modalidade ofertada: 01
ALUNOS REPROVADOS: 05

RENDIMENTO FINAL - MODALIDADE HANDEBOL

Monitor: Cleidinaldo BRITO
Modalidade: Handebol
Alunos matriculados: 50
Alunos freqüentando: 45
Alunos Desistentes: 05
Alunos transferidos: 02
Alunos que não se enquadraram aos critérios do projeto: 02
Aluno que não se identificou com a modalidade ofertada: 01
ALUNOS REPROVADOS: 02

VOLUNTÁRIOS DO PROJETO FOME DE BOLA - 2009

üAlessandra Carvalho
üPadre José de arimatéia
üVon ranzeras
üNonato lima
üMaria do carmo rabelo
üArmando araujo
üAlcides lúcio júnior
üCarlos da luz santana